05/08/2026 | 12:31 | TAROBÁ NEWS
PF encontra passagem subterrânea usada para transporte clandestino de mercadorias em Foz do Iguaçu
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) a segunda fase da Operação Lastro Oculto, que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar e ocultar recursos obtidos com a entrada irregular de mercadorias do Paraguai no Brasil.

A ação foi realizada em Foz do Iguaçu e contou com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça. Durante as diligências, os agentes localizaram uma passagem subterrânea clandestina que pode ter sido utilizada pelo grupo para o transporte oculto de produtos descaminhados.

Segundo a Polícia Federal, a estrutura foi encontrada em um dos endereços alvo da operação e fazia ligação entre imóveis ocupados por empresas. A suspeita é de que o túnel fosse utilizado para transferir mercadorias de um estabelecimento para outro sem passar pelos controles de fiscalização.

A entrada da passagem estava soldada, e foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná para garantir o acesso seguro ao local. A estrutura e os materiais encontrados serão analisados pelos investigadores para auxiliar no avanço do inquérito.

A nova fase da operação teve como base informações obtidas durante a primeira etapa da investigação, além da análise de documentos e outros elementos coletados pela Polícia Federal.

Conforme as apurações, o grupo investigado prestava serviços para comerciantes brasileiros e empresários estabelecidos em Ciudad del Este, no Paraguai, interessados em introduzir mercadorias no Brasil sem o recolhimento dos impostos e sem seguir os procedimentos legais.

A organização teria uma estrutura dividida em diferentes áreas, envolvendo armazenamento de produtos, transporte terrestre e fluvial, preparação de veículos, manutenção de depósitos clandestinos, controle financeiro e pagamentos relacionados às atividades ilegais.

As investigações também apontaram indícios de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, parte dos valores obtidos com as atividades criminosas teria sido utilizada para a compra de veículos e imóveis em Foz do Iguaçu.

Há ainda suspeitas de que empresas tenham sido utilizadas para ocultar o patrimônio do grupo e que recursos de origem ilícita tenham sido aplicados na construção de um hotel no município.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contrabando e descaminho, conforme a participação individual de cada suspeito.

O nome da operação, “Lastro Oculto”, faz referência ao patrimônio que, segundo a investigação, teria sido acumulado pelos envolvidos sem uma origem lícita aparente.

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