19/10/2026 | 09:34
Macaco-prego e gambá resgatados em Marechal Rondon se recuperam e ganham nova chance na natureza
Animais sobreviveram a situações graves e foram devolvidos ao habitat natural após tratamento no Hospital Veterinário da UFPR, em Palotina

Duas histórias marcadas pelo sofrimento, mas também pela solidariedade e pelo cuidado com a vida silvestre, tiveram um final feliz em Marechal Cândido Rondon. Um macaco-prego, resgatado após ser atacado por um cachorro de grande porte, e um gambá-de-orelha-branca, vítima de maus-tratos, conseguiram se recuperar e retornar à natureza após receberem atendimento veterinário especializado.

A recuperação dos animais foi possível graças à mobilização de moradores, voluntários e profissionais, em um trabalho conjunto envolvendo a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável, por meio do Departamento de Meio Ambiente, o Instituto Água e Terra (IAT) – Regional de Toledo e o Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Palotina.

A coragem de uma moradora salvou o macaco-prego

Na Linha Boa Vista, interior de Marechal Cândido Rondon, a moradora Ingrid Gutschow protagonizou uma atitude decisiva para salvar a vida de um macaco-prego.

Ao perceber que o animal silvestre estava sendo atacado por um cachorro de grande porte, dona Ingrid não hesitou em agir. Ela conseguiu afastar o cão e socorreu o primata ferido, encaminhando-o imediatamente a uma clínica veterinária do município.

Posteriormente, o macaco-prego foi transferido ao Hospital Veterinário da UFPR, em Palotina, onde recebeu os cuidados necessários para sua recuperação.

Após passar pelo tratamento e ser considerado apto para retornar ao ambiente natural, o animal foi devolvido à natureza, encerrando uma história que poderia ter tido um desfecho muito diferente sem a intervenção da moradora.

Gambá que sobreviveu a maus-tratos também retorna à natureza

A segunda história envolve um gambá-de-orelha-branca, popularmente conhecido como saruê, que ganhou repercussão na imprensa regional após ser vítima de um grave episódio de maus-tratos em Marechal Cândido Rondon.

No dia 30 de setembro, o animal foi encontrado gravemente ferido após ter sido atingido por um espeto. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar, acionada por uma moradora que suspeitou da agressão.

Mesmo diante da gravidade dos ferimentos, o gambá foi resgatado com vida. O atendimento emergencial contou com o apoio da ONG Arca de Noé e de uma médica-veterinária, que realizou os primeiros procedimentos para salvar o animal.

Posteriormente, o gambá foi encaminhado para tratamento especializado no Hospital Veterinário da UFPR, em Palotina.

Apesar da gravidade do caso, o animal respondeu aos cuidados recebidos, conseguiu se recuperar e também foi devolvido ao seu habitat natural.

O retorno à natureza representa um desfecho especialmente significativo para um episódio que havia causado indignação na comunidade.

Trabalho conjunto pela proteção da fauna silvestre

As duas histórias demonstram a importância da colaboração entre a população, os órgãos ambientais, os profissionais da medicina veterinária e as instituições de ensino.

O Departamento de Meio Ambiente de Marechal Cândido Rondon atua em parceria com o IAT Regional de Toledo e o Hospital Veterinário da UFPR, em Palotina, para viabilizar o encaminhamento, a recuperação e a devolução de animais silvestres ao ambiente natural.

Esse trabalho também conta com a contribuição fundamental de voluntários que auxiliam nos cuidados temporários e na proteção dos animais resgatados até que seja possível realizar o transporte para atendimento especializado.

A atuação integrada já possibilitou, ao longo do ano, o retorno de outras espécies à natureza, incluindo aves silvestres que passaram por processos semelhantes de resgate e reabilitação.

Além de proporcionar uma segunda chance aos animais, essas ações contribuem para a conservação da biodiversidade e reforçam a importância da responsabilidade coletiva na proteção da fauna.

A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Sustentável orienta que, ao encontrar animais silvestres feridos ou em situação de risco, a população entre em contato com o Departamento de Meio Ambiente ou com os órgãos ambientais competentes. O manejo deve ser realizado com orientação e segurança, evitando riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais.

 

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